Bastilha é Brasília

20/09/2013 09:48

Sylvio Montenegro - Consultor em Tecnologia da Informação

Sylvio Montenegro, descrente trabalhador brasileiro que sonhou um dia ter orgulho de seu país... e as notícias que me chegam desde a república, aos ouvidos e aos olhos, todos os dias me fazem bater uma fadiga, como a daquele viajante que não encontrou estalagem segura para o seu pernoite. Visualizo um Brasil roto, de povo roto, com seus alicerces constitucionais carcomidos por leis cada vez mais favorecedoras ao crime organizado, o mesmo crime organizado que trata de criar suas próprias leis com o único objetivo de se fartar com o repasto do erário, cujas as sobras são atiradas ao povo na forma de vales eleitorais que garantem por mais uma jornada a continuidade no poder de figuras polidas por fora mas podres por dentro qual a comparação de túmulos feitos por Jesus em relação aos fariseus na passagem do evangelho. Onde estão e como estão os nossos poderes? Executivo sempre numa desfaçatez sem limites, como no pronunciamento de nossa presidente no 7 de setembro. Pensei: "Definitivamente ela não está falando do Brasil!"; Legislativo cada dia mais desacreditado pelo povo em virtude dos atos desavergonhados de seus componentes; Judiciário qual galinheiro cuidado por velhas raposas travestidas de togas pomposas, como a esconder por debaixo, suas mais diversas podridões arbitrárias e despudoradas em detrimento de qualquer tratado que implique a imparcialidade e a ética. Em se tratando de Brasil, não creio em mais nada! Não sei até quando o povo vai suportar tantos mal tratos. Aqui vem a lembrança de nosso estudo de história geral ainda no curso do ensino médio no capítulo: A Tomada de Bastilha, e acho, estamos caminhando para este fim... A semelhança do nome não é mera coincidência, estamos sim, a continuar com este estado de coisas, indo rumo a Tomada de Brasília, por quem? Só o tempo dirá, mas Brasília está em vias de ser irremediavelmente tomada. Liberté, égalité, fraternité! Fala-se de Liberdade mas povo livre não é aquele que fala e pensa o quer, povo livre é aquele que pensa em ter, e tem o que quer! É ter trabalho digno e bem remunerado! É ter o que comer, ter o que vestir, ter moradia digna, ter serviço de saúde, escola e educação de qualidade! É poder ter a sua casa e o seu meio de vida resguardados por uma segurança pública que realmente funcione... isso é que é povo liberto! Liberto da pobreza, e não só liberto da pobreza absoluta, como os bolsistas que vivem à sombra dos que realmente produzem neste país! Não ao peixe dado! Sim ao peixe pescado! Fala-se de igualdade, mas temos a mais perversa divisão de renda do mundo! Fala-se de fraternidade mas o povo não encontra fraternidade do poder público! Só eu sei o quanto isto me dói, mas hoje olhei para o meu neto de dois meses de idade, e visualizei o longo caminho ainda a percorrer até chegar onde cheguei aos 56 anos de janela Brasil... sem nunca ter visto um país, e sim um arremedo de país! Nunca me vi tão desiludido, não com o país, que é rico e belo, mas com os vermes que o conduzem e o corroem cada dia mais agressivamente. A pergunta que não cala: Como eliminar de vez estes vermes e realmente podermos bradar a todos pulmões: LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE!?


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