(CARNAVAL) Afoxés e escolas de samba no último dia de Domingos Olímpio

A terceira e última noite de desfiles na Avenida Domingos Olímpio foi marcada pelo som dos atabaques, agbês, agogôs, surdos e tamborins. Tendo como principais atrativos os grupos de afoxé e as escolas de samba, por volta das 17h20min, o Afoxé Oxum Odolá entrou em cena para reverenciar a orixá das águas doces, do amor e da beleza.

Apesar de uma plateia ainda pouca e tímida, versos de fácil repetição como “Tem Yara no rio, tem sereia no mar” foram recebidos com palmas na arquibancada, em sua maioria formada por famílias. Na sequência, o Afoxé Filhos de Oyá - fundado no dia 28 de fevereiro de 2008 - coloriu a avenida com suas cores rosa e branca.

“Esse afoxé existe porque vocês existem”, afirmou Mãe Taquinha, responsável pelo grupo com sede no bairro Jardim Jatobá. Com evoluções na parte do batuque, o afoxé também chamou a atenção pela presença expressiva de capoeiristas. Oba Sà Rewá, o terceiro da noite, prestou homenagens a Iemanjá, mesmo tendo Xangô como seu orixá-patrono (nas cores vermelho e branco).
O mesmo tema foi aclamado pelo quarto e último afoxé. Campeão do Carnaval de Rua de Fortaleza em 2013, o Acabaca Orá Sabá Omi (que desfila desde o ano 2006) levantou a plateia como o enredo “Iemanjá Rainha dos Mares - Ya Ori”, letra de autoria de Mlbrown.


Homenagens

Após o desfile dos afoxés, a Domingos Olímpio vestiu-se de um colorido de plumas, penas, lantejoulas e homenagens a personagens marcantes da história do Brasil. A Escola de Samba Mocidade Bela Vista, devidamente reforçada com a presença da bateria do bloco Camaleões do Vila, comandada pelo jovem mestre Leandro “Marechal” Rodrigues, trouxe uma reverência à vida e obra do ‘rei do baião’ Luiz Gonzaga (1912-1989). “Quando olhei a terra ardendo/ Vi o meu povo chorar/ Luiz Gonzaga não morreu/ Veio pra avenida desfilar” levantaram os presentes.

O mesmo apreço pôde ser visto quando os primeiros acordes do cavaquinho foram tirados pela Escola de Samba Unidos do Acaracuzinho, de Mestre Damião. O cearense Chico Anysio foi traduzido em samba e ao longo das alas, que destacaram personagens inesquecíveis, como Alberto Roberto, Prof. Raimundo e Painho.

Após o desfile da Realeza Momina de 2014 pelo corredor, a avenida ainda assistiu as últimas (e não menos coloridas) seis escolas.

Fonte: opovo


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