Chamusca supera eliminação da Série C e admite interesse de ficar no Fortaleza

Comandante do Fortaleza em mais uma tentativa frustrada de conseguir o acesso àSérie BMarcelo Chamusca precisou de cinco dias para digerir e superar a eliminação da Série C. Na tarde desta quinta-feira (30),após o protesto dos torcedores, o treinador compareceu ao Pici para realizar um pronunciamento. Em cerca de meia hora, sem direito a perguntas, o técnico falou sobre a campanha tricolor, criticou o regulamento da competição, falou sobre o jogo contra o Macaée projetou o futuro.

Observado pelo auxiliar-técnico Caé Cunha e com um papel de anotações em mãos, Marcelo Chamusca fez um resumo sobre o trabalho no Leão desde a pré-temporada, iniciada no final do ano passado, até a escalação para o confronto decisivo contra o Macaé, no último sábado (25), em um Castelão lotado - e rebateu críticas por ter escalado o atacante Ricardo Lopes na vaga do meia Edinho.

"Hoje, eu consigo avaliar exatamente o que o torcedor sentiu nos anos que o Fortaleza não conseguiu o objetivo e bateu na trave, mas eu não posso ficar com esse sentimento a semana toda, o mês todo. Eu, enquanto profissional de futebol e líder de um grupo de atletas que dependem de mim para levar seu sustento para casa, não posso ficar me lamentando. Então, para mim, esse é um episódio que se encerrou", assegurou.

A queda na Terceira Divisão, entretanto, já está no passado para o treinador. Nesta quinta, Chamusca se reuniu com o presidente licenciado Osmar Baquitque já mostrou interesse em mantê-lo para a próxima temporada, e o gerente de futebol Júlio César Manso. O técnico também revelou desejo de renovar contrato com o clube e agradeceu a confiança da cúpula tricolor.

"A partir de agora, eu começo a pensar no futuro, ter um tempo para mim, ficar com a minha família, refletir e analisar tudo que eu fiz de positivo e negativo. Vou colocar as minhas ideias em ordem, mas o clube já se posicionou que quer minha permanência e da comissão técnica, e eu tenho um profundo interesse em permanecer no Fortaleza. Por tudo que foi feito, pelo respeito que a diretoria tem pelo meu trabalho, pela confiança que eles depositaram no meu trabalho desde quando cheguei aqui e, principalmente, pela paixão que o torcedor tem por esse clube, que é o que mobiliza o nosso trabalho".

Apesar da vontade de ambas as partes de firmar um novo vínculo para 2015, a permanência do comandante não pode ser concretizada devido à eleição do clube para presidente, em dezembro. Osmar Baquit não pode concorrer ao cargo e deve lançar o vice Daniel Frota o dirigente, porém, reluta em aceitar. Há, ainda, possibilidade de um grupo de oposição disputar a presidência. Ciente do processo eleitoral, Marcelo Chamusca promete aguardar a definição do futuro do clube.

"Existe um processo que eu não tenho acesso e nem participo, que é político. O clube precisa definir o seu futuro em relação a essa parte. Eu vou dar esse tempo ao clube, e o clube vai dar o tempo que eu preciso para analisar e avaliar o meu futuro. Mas estou completamente lisonjeado, contente e satisfeito pela diretoria continuar confiando no meu trabalho e pelo apoio que recebi dos torcedores".

Fonte: dn


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