Flamengo arranca empate nos acréscimos com Botafogo na volta ao Maracanã

Se não foi brilhante na técnica, como os áureos tempos do Maracanã, pelo menos teve deliciosos ingredientes presentes na imensa história do clássico: foi sofrido, suado, digno do retorno ao palco de Flamengo e Botafogo após três anos de saudade. Elias, personagem da fria noite de domingo, arrancou um empate nos acréscimos. Levantou a cabeça mesmo com dois gols anulados e evitou que o Rubro-Negro entrasse na zona de rebaixamento mais uma vez. O Alvinegro, que saiu na frente com Rafael Marques, perdeu a chance de voltar à liderança e de quebrar o tabu de 13 anos e 20  sem vencer o rival no Campeonato Brasileiro.

Novamente, o estádio esteve bem longe de ficar lotado. Foram 38 853 pagantes (52.361 presentes) para uma renda de R$ 3.082.555,00, menor que o Fluminense x Vasco de semana passada. A parte lateral, mais cara, recebeu pouco público.

Na próxima rodada, o Flamengo, agora em 15º lugar com dez pontos, viaja para Salvador para enfrentar o Bahia, quarta-feira. Já o Glorioso, em terceiro com 17, batalha pela ponta contra o Vitória, no dia seguinte, em nova chance de sair vitorioso no Maracanã. 

Soberania absoluta do Alvinegro

Não demorou para que o amplo domínio do Botafogo aparecesse. Foram questão de minutos, na verdade. E, com a regularidade marcante do time de Oswaldo de Oliveira, foi assim até o fim da etapa. Encaixado na marcação e envolvente no toque de bola, o líder do Brasileirão não deu brecha ao apático Flamengo. Lodeiro e Rafael Marques criaram as primeiras chances. E foi do atacante o gol que abriu o placar: em jogada ensaiada, aos 21, Seedorf bateu falta da direita, e ele surgiu na altura da marca do pênati para completar de pé direito, surpreendendo a defesa.

Para se ter uma ideia do grau de dificuldade rubro-negra, até os 32 nenhuma finalização havia sido registrada. João Paulo inaugurou essa estatística, cobrando falta de longe, mas Jefferson pegou. O mapa da mina alvinegro era o lado direito. Em tabelas rápidas e contragolpes após roubadas de bola na intermediária rival, praticamente todas as oportunidades surgiram pelos pés de Gilberto, Seedorf, Rafael Marques e Lodeiro - este quando variava a posição.

O holandês do Botafogo, aliás, deu azar duas vezes e não foi capaz de levar uma vantagem maior para o intervalo. Em um dos chutes, com Felipe vendido, acertou o travessão, novamente de falta. Do outro lado, Gabriel e Carlos Eduardo não conseguiam manter a posse e municiar Moreno. Os dois foram muito criticados na saída de campo. E sobrou para Gabriel, sacado para a entrada de Adryan. Luiz Antônio também entrou, na vaga de Diego Silva, mal na cobertura.

Inversão de papéis e empate no fim

Como se fosse outra partida, com outros times, o segundo tempo virou. Com fôlego renovado na marcação, a equipe de Mano Menezes se adiantou e assustou o Glorioso já no primeiro lance. Adryan fez boa jogada e deixou Marcelo Moreno livre para bater, mas Jefferson salvou. O ritmo do clássico no Maracanã caiu, mas ficou chamou a atenção a queda do conjunto do Botafogo, que não acertava mais quatro passes em sequência. Assim, a pressão foi inevitável.

A defesa alvinegra sofreu um apagão, e Adryan, que incendiou a partida, carimbou o travessão, aos 16, com uma bomba em lance que sobrou sozinho depois de desvio de Carlos Eduardo. A cena s repetiu em cinco minutos, só que, desta vez, Elias tocou para o fundoda rede no rebote. Impedido, teve o gol anulado. Não bastasse um, mais uma vez Jefferson foi vencido por Elias, mas a jogada não valeu também por posição irregular. No entanto, um desvio em Bolívar no caminho criou polêmica, e os jogadores reclamaram muito com a arbitragem.  

Menos organizado, o Flamengo reduziu um pouco o ímpeto na reta final, apesar de sempre rondar a área. O Botafogo, acuado, não tinha o que fazer a não ser se segurar. Irreconhecível, contava com a sorte e com a grande atuação de seu goleiro em duas cabeçadas à queima-roupa.

Mas os acréscimos foram longos. Cinco minutos por conta do atendimento justamente a Jefferson, que cortou a cabeça. E Elias se tornou definitivamente o personagem da noite ao empatar aos 49. Igualdade e festa da torcida rubro-negra, que saiu em êxtase de seu palco.

Fonte: g1

 


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