Motoristas e cobradores de transporte alternativo paralisam atividades durante 4 horas em Fortaleza

Os motoristas e cobradores de transporte alternativo de Fortaleza paralisaram as atividades durante o início da manhã desta segunda-feira (26). Cerca de 200 mil pessoas podem ter sido afetadas com a paralisação. Os topiqueiros pedem aumento nos valores do salário, melhoria nas condições de trabalho e unificação no aumento para diferentes funções.

A suspensão das atividades começou por volta das 4h30 e terminou às 8h30. Os trabalhadores fecharam as duas garagens da Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Passageiros do Estado do Ceará (Cootraps), nos bairros Autran Nunes e Jangurussu.

Trabalhadores pedem aumento de 38%

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Empregados em Transporte Alternativo de Fortaleza (Sintraafor), Raimundo Nonato, que representa diretamente os motoristas e cobradores, a paralisação ocorreu porque os motoristas e cobradores exigem do sindicato patronal aumento no salário de 38% e melhora nas condições de trabalho, como fornecimento de água potável e banheiros no fim de cada linha. Os topiqueiros também pedem pagamento de horas extras e unificação do aumento para motoristas, cobradores e fiscais.

“Tivemos uma negociação de data-base na última segunda-feira (25) e as patrões disseram que não havia proposta de negociação. O documento com a proposta foi enviada ao presidente da Cootraps, não para a sede do Sindvans ( Sindicato dos Permissionários do Transporte Complementar de Fortaleza e Região Metropolitana”, comentou.

Raimundo Nonato também afirmou que a categoria não é representada pelo Sindvans e que deve haver um acordo coletivo junto à Cootraps. “Iremos lançar um edital amanhã, dizendo que se a Cootraps não se manifestar em até 72 horas e chamar para alguma negociação, haverá greve geral e doará apenas 30% da frota”, afirmou.

Sindicato patronal considera paralisação ilegal

O Sindvans,  sindicato patronal, por sua vez, alegou que os representantes do Sintraafor não notificaram sobre a paralisação e que a Justiça será acionada para julgar a legalidade da ação.

O presidente dos sindicato patronal também disse que faltam 4 dias para o fim do prazo da convenção 2012/2013 e que o “sindicato dos trabalhadores se recusa a negociar”.

O Sindvans irá notificar o Ministério do Trabalho sobre a paralisação. “Foi paralisação total, que consideramos ilegal, pois não houve comunicação ao sindicato patronal ou à Cootraps, descumprindo um acordo que uma paralisação deveria ser notificada pelo menos 3 dias antes”, declarou.

“Eles fizeram o pedido na Cootraps, não no sindicato patronal. De acordo com a lei, a proposta deve ser enviada para nós para ser discutida. Suspeitamos que seja uma questão pessoal, pois nosso sindicato representa 320 pessoas e eles não se sentem mais representados”, afirmou Afonso.

“Não questionamos as reivindicações, mas sim a conduta do Sintraafor. O que mais chamou atenção foi eles terem colocado pedras e paus aqui no portão, onde os funcionários ficaram impedidos de sair ou entrar”, informou Afonso Barbosa.

8 paralisações foram feitas desde junho. Para o Sindvans, isso significa prejuízo. “São 336 veículos, divididos em 16 linhas. Já voltou a normal, mas parou 100%, prejudicando cerca de 200 mil usuários. Comunicaremos ao juiz da 7ª Vara da Justiça do Trabalho sobre a ilegalidade e ao procurador do trabalho da 7ª Região da Procuradoria Regional do Trabalho, que acompanhe esse tipo de conflito”, informou.

Nesta quarta-feira (27), haverá uma reunião entre a Procuradoria do Trabalho, o Sintraafor, o Sindvans e a Cootraps para discutir a paralisação. O horário do encontro ainda não foi definido.

Fonte: dn


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