Os mortos nos três dias de ataques na França

Uma sequência de ataques deixou 20 pessoas mortas na França desde a última quarta-feira (7), quando homens armados invadiram a sede do jornal satírico "Charlie Hebdo" (veja infográfico ao final da reportagem). Saiba quem foram os mortos em cada episódio:

Sequestro em mercado de Paris

- Quatro reféns ainda não identificados morreram nesta sexta-feira após uma ação policial ter acabado com um sequestro em um mercado kosher de Paris.

- Amedy Coulibaly, 32 anos

Amedy Coulibaly (Foto: Reuters)Amedy Coulibaly (Foto: Reuters)

Sequestrador morto no mercado kosher. Segundo uma fonte do citada pela agência de notícias France Presse, Coulibaly foi visto em 2010 em companhia de Chérif Kouachi, apontado como um dos autores do ataque ao jornal "Charlie Hebdo". Segundo o jornal "Le Point", Coulibaly também pertenceria a "Buttes Chaumont", rede de militantes jihadistas.


 



Sequestro em Dammartin-en-Goële

- Chérif Kouachi, 32 anos

Chérif Kouachi (Foto: Reuters)Chérif Kouachi (Foto: Reuters)

Francês com ascendência argelina, Chérif é um dos suspeitos de ter invadido o jornal "Charlie Hebdo", em um ataque que deixou 12 mortos. Ao lado do irmão, Said, ele ficou foragido por três dias até invadir uma fábrica em Dammartin-en-Goële e fazer reféns. O sequestro terminou na tarde desta sexta, com a morte de Chérif e do irmão. Segundo a polícia, Chérif havia sido preso por envolvimento com o radicalismo islâmico.

 

- Said Kouachi, 34 anos

Said Kouachi (Foto: Reuters)Said Kouachi (Foto: Reuters)

Ao lado do irmão, é suspeito de ter cometido o ataque ao jornal na quarta e o sequestro à fábrica na sexta-feira. A polícia o matou durante a operação para libertar os reféns.

 


 




Ataque a policial
- A policial Clarissa Jean-Phillipe morreu em um tiroteio em Paris, na quinta-feira (8). Segundo os jornais franceses, o autor do ataque é Amedy Coulibaly.

Ataque ao jornal 'Charlie Hebdo'
- Franck Brinsolaro, 49 anos

Policial encarregado da proteção do diretor do jornal e chargista Charb. O agente era veterano de missões na Bósnia e no Afeganistão.

- Ahmed Merabet, 40 anos

O policial estava na rua e tentou deter os atiradores quando eles deixaram o prédio, mas foi executado.

-  Frédéric Boisseau, 42 anos

Funcionário que cuidava da manutenção do prédio, foi o primeiro a ser morto quando os atiradores invadiram o prédio.

- Michel Renaud, 69 anos

Jornalista, participava como convidado da reunião de pauta do "Charlie Hebdo".

- Georges Wolinski, 80 anos

Foto de arquivo feita em abril de 1991 mostra o cartunista francês da revista 'Charlie Hebdo' Georges Wolinski em Paris. Wolinski está entre as vítimas do ataque liderado por homens armados que invadiram a sede da revista deixando 12 mortos (Foto: AFP/Arquivo)Foto de 1991 mostra Georges Wolinski
(Foto: AFP/Arquivo)

Wolinski era conhecido por seu trabalho de forte teor erótico e político e era considerado um dos símbolos de maio de 68. Nascido na Tunísia em 1934, ele se mudou com a família para a França em 1946. Começou a publicar suas tiras nos anos 1960, em trabalhos satíricos que envolviam política e sexualidade. Colaborou para as publicações "Liberácion", "Paris-Match" e "L'Écho des Savanes", além de "Charlie-Hebdo".
 

 

- Stéphane Charbonnier, 47 anos

O editor e cartunista da revista 'Charlie Hebdo' Stephane Charbonnier (conhecido como Charb) é visto em foto de dezembro de 2012 ao apresentar sua nova tira de quadrinhos intitulada 'A vida de Maomé', em Paris (Foto: François Guillot/AFP)Stephane Charbonnier em foto de 2012
(Foto: François Guillot/AFP)

Conhecido como Charb, Stéphane era o editor do "Charlie Hebdo". Sempre defendeu a posição da revista de publicar os desenho do profeta Maomé (segundo o islamismo, essas representações gráficas são consideradas blasfêmia). Em 2012, ele afirmou à agência de notícias Associated Press que "Maomé não era sagrado para ele". Charb disse na mesma entrevista que vivia "sob a lei francesa. Não sob a lei do Corão".
 

 

- Jean Cabu, 76 anos

Jean Cabu (Foto: AFP)Jean Cabu (Foto: AFP)

Jean Cabut, conhecido como Cabu e era o cartunista por trás da capa de 2006 da "Charlie Hebdo" que mostrava o profeta Maomé. Aquela edição veio na esteira das ameaças contra um jornal dinamarquês que publicou desenhos de Maomé. Ele era um cartunista veterano de vários jornais franceses. De acordo com o britânico "The Independent", ele poderia ser o profissional de charge mais bem pago do mundo.

 

- Bernard Verlhac, 57 anos
Conhecido como Tignous, colaborava com as revistas "Charlie Hebdo", "Marianne" e "Fluide glacial". Seu último trabalho é de 2011 e tinha o título de "Cinco anos de Sarkozy", sobre o período de Nicolas Sarkozy na presidência da França.

- Bernard Maris, 68 anos

 Bernard Marris (Foto: AFP)Bernard Marris (Foto: AFP)

 

Conhecido como "Tio Bernard", o economista tinha uma coluna semanal no "Charlie", do qual era sub-editor.

 

 

 

 

- Mustapha Ourad, 60 anos

Nascido na Argélia, o editor era um autodidata que chegou à França aos 20 anos de idade. Chamava a atenção dos colegas por seus conhecimentos em filosofia. Pai de dois filhos, acabara de obter a nacionalidade francesa.

- Elsa Cayat, 54 anos

Psicanalista, ela tinha uma coluna semanal chamada "Divã do Charlie" havia dois anos. Mãe de uma jovem de 19 anos, já havia sido ameaçada após a publicação de um artigo, mas "não levou a sério", revelou sua tia Jacqueline Raoul-Duval.

- Phillippe Honoré, 73 anos

Era conhecido apenas como Honoré. Era um cartunista famoso na França e tinha seus trabalhos publicados em diversos lugares.

Arte ataque França Charlie Hebdo (Foto: Editoria de Arte/G1)

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