(RIO 2016) Ufa! Nos pênaltis, Brasil vence Alemanha e conquista medalha inédita

Conte, braileiro, quando este sábado virar lenda, que você estava no Maracanã – mesmo que seja mentira. Na praia, nos botecos, nas ruas, rememore deliciosamente: você viu Neymar avisar que também estava lá; gritou o nome do camisa 10 antes do golaço de falta; calou-se por um milionésimo de segundo quando os alemães empataram em 1 a 1 e levaram o jogo para a prorrogação e os pênaltis. Lembre como pulou porque era pentacampeão mundial. E como, quando o capitão converteu o angustiante quinto pênalti e fez 5 a 4, você saiu do chão também porque era, enfim, campeão olímpico de futebol masculino. Você, carioca, só não estará mais orgulhoso que os acreanos: porque o herói da medalha de ouro é de Rio Branco, é goleiro, é Weverton, responsável por defender a cobrança de Petersen.  

PRIMEIRO TEMPO

Conte, braileiro, como você debochou do acaso após três chutes da Alemanha acertarem o travessão. Gritou que o Maraca era seu. E era verdade. Porque, apesar dos sustos, o Brasil do primeiro tempo esqueceu qualquer trauma do 7 a 1 ou do Maracanazo. Com a bola no chão, como você sempre quis ver, trocou passes e procurou espaços na defesa germânica. Não havia um centímetro livre, então você berrou por Neymar para ele colocar uma bola no ângulo em cobrança de falta perfeita.

SEGUNDO TEMPO

Conte, braileiro, com tristeza, como foi a vez de o acaso debochar de você no segundo tempo. Porque a Alemanha voltou melhor e mostrou aquela velha eficiência que já te machucou: Meyer, num chute rasteiro, empatou. Você não desistiu, apoiou e se desesperou a cada chance perdida pelo Brasil após a seleção retomar o controle do jogo. Certifique-se de que seus interlocutores saibam exatamente como sua barriga gelava a cada contra-ataque germânico.

PRORROGAÇÃO

E a prorrogação? Braileiro, conte a todos que você se afligiu ao notar o cansaço dos jogadores brasileiros e perceber que Rogério Micale não tinha opções no banco de reservas – Rafinha, sem ritmo, não pôde ajudar. Você e seus amigos tentaram compensar no grito, na animação, mas não foi suficiente. Você passou a torcer não mais para um gol, mas para que cada passe fosse certo, apenas isso. Seus olhos procuravam Neymar, que lutava mas perdia contra o cansaço.

 

 

PÊNALTIS

Seus amigos te perguntarão, carioca, como você resistiu à disputa de pênaltis. Você provavelmente nem irá lembrar exatamente, porque apenas um borrão de emoções te marcou. A angústia antes de cada chute; a explosão quando Weverton defendeu a cobrança de Petersen. E o alívio, aquela alegria que você não sentia há muito tempo, quando Neymar confirmou o ouro.

Brilhou no campo, chamou a responsabilidade na quinta e decisiva cobrança na decisão por pênalti e deixou o recado ao deixar o gramado. Emocionado, Neymar desabafou, ao bom estilo Zagallo: 

 

- Olha, tenho muita coisa para falar, mas ainda não encontrei palavras. Eu só tenho a agradecer a Deus, minha família, amigos, companheiros, pelos momentos difíceis na competição, onde fomos criticados. O quanto falaram da gente, respondemos com futebol. É uma das coisas mais felizes que aconteceram na minha vida. E agora, faz o quê? Vão ter que me engolir! 

WEVERTON

Carioca, você só não poderá tirar mais onda que os acreanos. Porque foi um conterrâneo deles que brilhou. Weverton foi chamado para substituir o cortado Fernando Prass e chegou garantindo que era bom pegador de pênaltis. Confirmou isso, ao pular para defender o chute de Petersen e entrar para a história. 

Esta foi a 17ª medalha do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro. Agora, o país soma seis ouros, seis pratas e cinco bronzes, no melhor desempenho da história. Além do ouro de 2016, o futebol masculino tem três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008).

Fonte: g1 (adaptada)

 


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