Flu supera o Palmeiras e assume vice-liderança

12/08/2012 21:38

Fluminense e Palmeiras entraram em campo prometendo um grande jogo no Engenhão. Ingredientes não faltavam. De um lado, o terceiro colocado do Campeonato Brasileiro, com apenas uma derrota em 16 rodadas. Do outro, o atual campeão da Copa do Brasil. No gramado, artilheiros como Fred, Sobis, Barcos e Obina. Nas bolas paradas, excelentes cobradores de faltas, como Marcos Assunção e Thiago Neves. Diante de 6.079 pagantes e 8.536 presentes, no entanto, as expectativas não vingaram, e quem brilhou foi um coadjuvante: Jean esperou até o fim para dar a terceira vitória seguida ao Flu, esta por 1 a 0, e garantir a vice-liderança.

Com o triunfo, o Fluminense passou o Vasco e chegou aos 35 pontos - o líder Atlético-MG, que tem um jogo a menos, soma 38.

- Estamos na vice-liderança e é daí para cima. Não podemos nos distanciar do primeiro colocado e temos de ultrapassá-lo o mais rápido possível - disse Jean, herói da partida.

O Palmeiras, por sua vez, teve duas bolas na trave, mas não conseguiu marcar e segue na zona de rebaixamento, com 13 pontos, na 17ª colocação. 

- Eles não mereciam, nós perdemos muitas chances. Erramos muito - resumiu o atacante Barcos.

O Palmeiras volta a campo na quarta-feira, contra o Flamengo, na Arena Barueri. No mesmo dia, o Flu visita o Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Fred e Marcos Assunção, Fluminense x Palmeiras (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Marcos Assunção entrou de 'Carnavalesca', e Fred foi de 'Brazuca' (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Obina vira 'Carnavalesca'. Fred, 'Brazuca'

Patrocinados pela mesma fornecedora de material esportivo responsável pela bola da Copa do Mundo, Fluminense e Palmeiras tiveram na camisa de cada um de seus jogadores uma das opções de nome da bola gravada nas costas. O baiano Obina, por exemplo, virou “Carnavalesca”, enquanto Fred, por sua vez, foi “Brazuca”. A outra alternativa é “Bossa Nova”.

O Palmeiras teve um desfalque no banco de reservas. O time foi comandado pelo auxiliar Flávio Murtosa, já que, suspenso por dois jogos pelo STJD pela expulsão diante o Bahia, o técnico Luiz Felipe Scolari assistiu ao jogo das tribunas do Engenhão. E de lá ele pôde ver Henrique, mais uma vez improvisado como volante, criar a primeira grande jogada da partida. Pela direita, o palmeirense avançou e cruzou na medida para Hernán Barcos. De cabeça, o argentino obrigou Diego Cavalieri a se esticar todo e evitar o gol, logo aos quatro minutos de jogo.

Com cinco jogadores no departamento médico, o Fluminense, mais uma vez, entrou em campo muito desfalcado. Sem a criatividade de Deco e a velocidade de Wellington Nem, o Tricolor encontrou dificuldades para superar a forte marcação do Palmeiras. Tanto que o primeiro chute a gol com perigo do Tricolor só saiu em jogada de bola parada e com mais de 20 minutos de jogo. Em cobrança de falta, Sobis chutou forte, mas Bruno tirou de soco.

O lance nem levou tanto perigo, mas acordou o time de Abel. Pela esquerda, nas costas de Artur, o Fluminense encontrou o melhor caminho para o gol. Thiago Neves, Jean e Carlinhos criaram chances por ali, enquanto Fred e Sobis tentaram de fora da área.

Trave salva o Flu

Se o Fluminense foi superior no primeiro tempo, a melhor chance da etapa inicial foi do Palmeiras. De calcanhar, Obina achou Artur na entrada da área. O lateral chutou rasteiro, Diego Cavalieri falhou, mas deu sorte, uma vez que a bola explodiu no travessão.

Wagner sentiu dores no joelho esquerdo, e Abel Braga optou por Diguinho na volta do intervalo. O panorama, no entanto, seguiu o mesmo. O Fluminense mais atuante, e o Palmeiras mais perigoso. E foi novamente o clube paulista que chegou muito perto do gol. Em linda jogada pela direita, aos 13, Obina entortou Diguinho, pedalou pra cima de Edinho e rolou para Barcos soltar o pé. Diego Cavalieri fez grande defesa, mas ainda quase foi surpreendido em cabeçada de Obina na sequência do lance.

Gum e Fred Fluminense x Palmeiras (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
Marcação do Verdão funcionou quase todo o jogo, mas Flu venceu (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

Com poucas chances de gol, os treinadores mudaram. No Palmeiras, Obina e Patrick deram lugar a Mazinho e João Vitor, enquanto Thiago Neves e Edinho foram substituídos por Samuel  e Matheus Carvalho no Tricolor. O camisa 7 não gostou da substituição foi direto para os vestiários, sem falar com Abel Braga.

Verdão melhora. Fluminense vence

No Palmeiras, a mudança surtiu efeito imediato. Após jogada de "Messi Black", Fernadinho chutou sem goleiro, mas Carlinhos salvou e colocou para escanteio. Na cobrança, Marcos Assunção cobrou fechado, Thiago Heleno desviou de cabeça e a bola explodiu na trave, batendo em seguida em Diego Cavalieri e saindo.

No fim, quando a torcida estava irritada com o pouco poder ofensivo do Tricolor e ensaiava algumas vaias, o Fluminense achou seu gol. Jean, mais adiantado após a saída de Wagner, recebeu de Rafael Sobis na entrada da área e chutou cruzado, vencendo o goleiro Bruno. O suficiente para colocar o Fluminense cada vez mais dentro da briga pela liderança e fazer a arquibancada trocar a insatisfação pelos gritos de "Guerreiros".

Fonte: g1

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