Funcionários e clientes de posto são feitos reféns em assalto

10/09/2012 07:17

Durante a ação, o assaltante chegou a atirar contra o frentista Diego Farias, de 24 anos, mas a arma falhou. Diego renasceu. Ele e os colegas ficaram sob a mira da arma por 40 minutos. O bandido foi preso em flagrante.

Ter sobrevivido à noite de ontem ainda não tem explicação para o frentista Diego Farias, de 24 anos. “Foi um milagre”, limita-se a dizer. Diego, dois colegas do posto de combustíveis Bambus (BR), na avenida Luciano Carneiro, no Bairro de Fátima, e três clientes ficaram sob a mira de um assaltante por cerca de 40 minutos. O bandido, Vladson Diego Monteiro da Silva, 19, chegou a disparar contra a cabeça de Diego durante o assalto, mas a arma falhou. “Isso não tem explicação”, reconhece o frentista.

Segundo relato de funcionários e da Polícia, Vladson chegou em uma motocicleta ao posto por volta das 18 horas. Passou-se por cliente. Queria abastecer. Ao ser atendido por Diego, anunciou o assalto e encaminhou os funcionários para a loja de conveniência do Bambus. “Ele estava muito nervoso. Deixava a arma na minha cabeça. Queria dinheiro, o cofre”, relembra o frentista. De acordo com Juarez Santana, proprietário do posto, o estabelecimento não possui cofre.

Durante a ação, outro cliente chegou ao posto de combustíveis. O assaltante, então, mandou o frentista Diego atendê-lo. Nesse instante, passava uma viatura do Ronda do Quarteirão, da qual o funcionário conseguiu atrair a atenção e falar do assalto. Os policiais acionaram viatura do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate), que foi ao local. Nas negociações para que se entregasse, Vladson chegou a atirar em direção aos policiais, estilhaçando a porta da loja de conveniência. A arma, que falhara quando apontada para Diego, estava funcionando. Ninguém se feriu.

O bandido acabou preso em flagrante e os reféns, liberados. Vladson foi encaminhado para o 34º Distrito Policial (DP), no Centro.


Milagre

A esposa de Diego, Ana Paula, ficou em prantos quando soube da notícia. Acompanhando o marido na delegacia, só encontrava na fé uma justificativa para a falha da arma do assaltante. “Foi Deus que botou a mão no meio”, acredita a mulher. “Porque depois ele atirou contra a Polícia e a arma funcionou”, recorda Diego, contando ter sido esse o primeiro assalto ao posto do qual foi vítima. Outros crimes já ocorreram, diz o proprietário do posto. Foram roubos de celulares e dinheiro.
O casal Diego e Ana Paula tem um filho de cinco meses. Funcionário do Bambus há cerca de três anos, foi nele que o frentista pensou durante todo o tempo em que esteve sob a a mira de uma arma.


Tiros no Bairro de Fátima

1) A porta da loja de conveniência do posto ficou estilhaçada com os tiros disparados pelo assaltante; 2) O posto onde ocorreu o assalto está na esquina da avenida Luciano Carneiro com a rua doutor Alfredo Weyne; 3) A ação mobilizou grande contingente policial.

 

Saiba mais


No 34º DP, no Centro, enquanto Vladson Diego Monteiro da Silva esperava para ser ouvido pela delegada, a mãe dele chorava.

A senhora dizia que o filho precisa de tratamento por ser dependente químico.

Ela contou que Vladson nunca tinha praticado crimes e a família mora no Montese. Segundo a mãe, o jovem precisa ser internado em uma clínica, não ir ao presídio.

Fonte: opovo

Tópico: Funcionários e clientes de posto são feitos reféns em assalto

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