Neymar e Ganso marcam, e Santos bate o Figueirense em Florianópolis

17/08/2012 06:10

Neymar viajou 14 horas de Estocolmo, na Suécia, até Florianópolis, pois estava com saudade de jogar pelo Santos. A prova disso, para o azar do Figueirense, foi mostrada na noite desta quinta-feira, na vitória do Peixe por 3 a 1 sobre o time catarinense, no Estádio Orlando Scarpelli. Com golaço e assistência do craque de moicano para Paulo Henrique Ganso, o time da Vila venceu e desencantou fora de casa, já que não havia marcado nenhuma vez como visitante no Brasileirão. Bruno Peres, também com belo gol, fez o outro do Santos. Fernandes marcou o do Figueira.

Mesmo saindo na frente e ficando com um a mais durante certo tempo, o Figueirense não conseguiu aproveitar a vantagem e levou a virada num jogo marcado por duas expulsões logo no início - Juan, do Santos, e Túlio, do Figueirense, foram corretamente expulsos pelo árbitro mineiro Emerson Ferreira por faltas violentas em Caio e Neymar, respectivamente.

Com o resultado, o Santos fecha a rodada na 14ª posição com 20 pontos, quatro acima da zona do rebaixamento e 11 abaixo do G-4. Já o Figueirense permanece na lanterna com 11, cada vez mais ameaçado pela degola. 

O próximo jogo do Santos será o clássico contra o Corinthians, domingo, às 16h, na Vila Belmiro. Será o reencontro das duas equipes após as semifinais da Libertadores. Já o Figueirense pega o Grêmio no Olímpico, também no domingo, às 16h.

Neymar, Figueirense e Santos (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)
Neymar parte para cima da marcação do Figueirense (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)

10 contra 10

Nove jogadores que estavam machucados retornaram no Figueirense, entre eles o capitão Túlio. No Santos estavam de volta os astros Ganso e Neymar, além do goleiro Rafael, recuperado de lesão, e mais a estreia de André, recém-contratado. Ingredientes de sobra para um jogo emocionante e corrido. Todos confirmados quando a bola rolou.

Armado no 4-4-2 em losango no meio de campo, com Jackson na contenção, Claudinei na direita vigiando Neymar, Túlio pela esquerda como terceiro homem e Fernandes livre na criação, o Figueirense começou pressionando. E achou no lado direito, defendido por Juan, um caminho de ataque.

Enquanto isso, o 4-2-3-1 de Muricy Ramalho parecia ser eficiente no papel, mas nem sequer teve tempo de mostrar serviço. A formação só durou 12 minutos. O tão esperado quarteto Patito Rodriguez, Ganso, Neymar e André foi desfeito por conta da expulsão (justa) de Juan, que, sendo o último homem, fez falta por trás em Caio. Até aquele momento, o Peixe havia assustado só em bola parada com Neymar, defendida por Wilson. E se retraiu ainda mais quando Caio, com muita velocidade, deixou para trás Adriano e foi parado pelo lateral-esquerdo com carrinho por trás. Não fosse a falta de Juan, o atacante sairia livre contra Rafael.

A expulsão foi a senha para o Figueira ir para cima e tomar conta do jogo. Em dividida de cabeça entre David Braz e Aloisio, a bola espirrou e quase encobriu Rafael, aos dez. O atacante do time catarinense ainda receberia mais bons passes dos companheiros na etapa inicial, mas em todos pecou nas conclusões.

Ainda assim, o time mandante teve duas ótimas chances de marcar com o próprio Aloisio que, de cabeça, acertou o travessão de Rafael, aos 24 minutos, e Caio, o melhor do Figueira, em bomba de fora da área defendida por Rafael, no lance seguinte.

O Santos vivia de lampejos de seus craques. Num deles, em bela linha de passes entre Neymar, Ganso e André, o craque de moicano, maior alvo da torcida do Figueira, perdeu gol inacreditável. Ele recebu totalmente livre cruzamento da esquerda de Gerson Magrão. Teve tempo de dominar, mas tirou demais de Wilson, chutando à esquerda do gol, aos 28 minutos. Muricy ficou uma fera - o técncio gritou no banco que Neymar deveria ter tentado driblar o goleiro antes de finalizar de chapa. Para sua sorte, dois minutos depois, o volante Túlio "compensou" seu gol perdido, dando uma tesoura duríssima no próprio atacante. Acabou expulso.  

Neymar, Figueirense e Santos (Foto: Cristiano Andujar / Agência Estado)
Neymar comemora seu gol, o primeiro do Santos em Floripa (Foto: Cristiano Andujar / Agência Estado)

Gols relâmpagos e virada santista

Dez jogadores para cada lado e mais espaço no campo. O panorama já sugeria ainda mais correria no segundo tempo, com gols. Em cinco minutos, um para cada lado, de dois ícones dos dois clubes.

Aos dois, inversão de papéis entre o centroavante Aloisio e o meia Fernandes, ídolo do Figueira. Pela esquerda, o camisa 9 teve calma, driblou e cruzou bola perfeita para o principal armador do time catarinense cabecear e vencer Rafael, que espalmou em vão. Foi o seu gol de número 108 com a camisa do Figueirense, pelo qual já tem mais de dez anos somando as três passagens. Ele é o maior artilheiro da história do clube.

O gol poderia abalar o Santos, mas quem tem Neymar em campo sempre pode esperar algo diferente e espetacular. E se alguém pensava que o jogador poderia estar cansado pela viagem, a resposta veio aos cinco minutos, com um golaço. Da esquerda para o meio, ele tirou Fred e Claudinei. De fora da área, finalizou de chapa no ângulo esquerdo de Wilson, sem chances. Chegou ao gol de número 112 com a camisa do Peixe. 

A resposta poderia ter vindo com Aloisio, que perdeu duas boas chances de colocar o Figueira à frente aos sete e dez minutos. Na primeira, errou o alvo, e na segunda novamente parou em Rafael.

Neymar tentou decidir servindo Miralles, argentino que substituiu André e parou em Wilson, aos 24 minutos. Mas foi Bruno Peres o responsável pela virada, em jogada à lá Neymar. Curiosamente, antes ele havia protagonizado jogada bizarra, ao pisar na bola e provocar risos dos torcedores. Acabou se redimindo com sobras, ao puxar da direita para o meio, driblando boa parte da zaga do Figueira, e marcando aos 31 minutos.

Na sequência, o Peixe matou o jogo. Miralles, que entrou muito bem, enfiou para Neymar. Livre, o craque viu bem Ganso ainda mais solto ao seu lado e rolou para o meia empurrar para a rede, aos 39. O gol fez boa parte dos torcedores deixar o estádio, com exceção, claro, dos santistas, que comemoraram a vitória ao som de "olé".

 

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