Nossa urna, nossa vida

06/05/2013 17:48

Sylvio MontenegroConsultor em Tecnologia da Informação

Pois é, parafraseando a campanha do governo, podemos literalmente afirmar que o nosso destino de democracia tupiniquim está diretamente ligado às tais "urnas eletrônicas", que estão a serviço do poder desde sua implantação em 1996. De lá para cá continuamos navegando em um mar de mais de 800 denúncias de falcatruas de toda espécie, do Caburaí ao Chuí, sem que nada seja feito pelo poder público! Como julgar um orgão que é:  Administrador, Normalizador e Juiz de si mesmo? Leia-se TSE. Um caso sui generis aconteceu nas Alagoas em 2006 em que um candidato entrou com uma ação contra o TSE e foi cobrado em dois milhões de reais para que o TSE desenvolvesse a perícia. E o pobre candidato, por não ter como pagar a exorbitante quantia, o que fez o TSE? Multou e condenou o requerente da ação por litigância de má-fé, mesmo o autor da denúncia tendo apresentado todas as provas materiais inquestionáveis do mau funcionamento das urnas. Isso é democracia? O Brasil é o único país do mundo em que o Tribunal Eleitoral detém os três poderes em suas mãos. Logo, como pode-se ganhar uma ação com este super acúmulo de poderes? NUNCA! O Brasil também é o único país do mundo em que as urnas eletrônicas são ainda de primeira geração, onde o resultado não pode ser auditável. Fala-se tanto de ditadura na Venezuela, mas lá o eleitor sabe em quem votou pois recebe o voto impresso, que é depositado numa urna comum. Aqui em terra brasilis o TSE e os senhores de nosso destino querem ouvir o cão mas não querem ouvir falar em "voto impresso". Prova disso é que já puseram gosto ruim no projeto de lei do voto impresso, que seria posto em prática em 2014, que foi sancionado pelo ex presidente Lula mas que foi de pronto vetado em votação relâmpago no congresso, como sempre, quando fere os interesses "deles". O que será que se esconde por trás da tão bonitinha "máquina de votar" brasileira hein? Enquanto isso, aqui vizinho na Argentina tem-se o exemplo do sistema de votação mais seguro do mundo com urnas já de terceira geração e metodologia realmente de ponta, visando a plena satisfação do personagem mais importante neste sistema: O ELEITOR! Lá sim, todas as exigências constitucionais são fielmente cumpridas e o eleitor é respeitado! A eleição brasileira é literalmente uma "caixinha de surpresas" e aqui neste circo Brasil continuamos com um Judiciário viciado, um Legislativo tendencioso e um Executivo parcimonioso. A maquiagem é grande, mas um dia no picadeiro, quem sabe, nós, os palhaços da história, tenhamos vez e voz.


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