Professores protestam e dizem que não voltam às aulas

24/08/2012 09:15

O que era para ser um simples encontro, ontem, entre professores e alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), acabou gerando um protesto. A tensão durou quase três horas, em frente à sede do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc), onde, inicialmente, representantes da categoria foram impedidos de entrar. Por conta do impasse, docentes querem manter a greve.

Com um abaixo-assinado contendo mais de 500 assinaturas, professores e alunos se dirigiram à Adufc para que a petição fosse protocolada e, assim, pudesse ser realizada uma nova assembleia geral, com o objetivo de discutir a decisão do fim da greve, tomada na última quarta-feira e contrária à vontade da maioria dos professores.
O encontro de ontem começou ainda na Reitoria da UFC, por volta de 14 horas, onde cerca de 250 pessoas, entre estudantes e professores, foram debater quais medidas seriam tomadas contra a decisão do sindicato e reforçar a participação de todos na luta por meio da assinatura do abaixo-assinado.
Do lado de fora da sede, estudante e docentes iniciaram forte protesto. Indignados e com microfone em mãos, eles questionaram a maneira com a qual o encerramento da greve foi decidido pelo sindicato.
"No dia, a pauta da assembleia era outra e todos nós fomos surpreendidos com a atitude da Adufc, que vai contra a democracia. Nós entendemos que a assembleia era soberana para essa decisão, mas o exercício da soberania tem regras e pautas combinadas anteriormente, o que não aconteceu nesse caso", disse a professora Maria do Céu, acrescentando que "a verdade é que a diretoria da Adufc nunca quis essa greve, mas nós precisamos lutar pelos nossos direitos".

Negociação
Com faixas nas mãos, estudantes que concordam com a posição dos docentes chegaram a fechar a Avenida da Universidade durante alguns minutos. No protesto, professores declararam que o ato que provocou o fim da greve fere docentes e alunos, além disso, afirmaram que Adufc age de acordo com o interesse da minoria.
Após quase três horas de negociação com a diretoria do sindicato, o professor aposentado de Economia Agamenon Almeida e a diretora do Instituto de Cultura e Arte da UFC (ICA), Inês Vitorino, foram autorizados a entrar na sede da Adufc e entregaram a petição que, segundo docentes, continha mais de 50% do número mínimo para a que uma nova assembleia seja realizada.
Por meio da assessoria, a Adufc lamenta que a situação, tensa desde as últimas assembleias, tenha chegado a esse nível de conflito e afirma que as portas não foram abertas para resguardar a integridade física de funcionários e do patrimônio do local.
Ainda conforme a assessoria, o abaixo-assinado é analisado com o objetivo de checar se todas são de sócios da associação.

Assunto não estava previsto em pauta
A decisão pelo fim da greve dos professores da UFC foi tomada, na última quarta-feira, em assembleia geral da categoria. No entanto, o assunto não estava previsto na pauta da reunião, o que motivou protestos.
De acordo com docentes, o Estatuto da Adufc determina que as pautas discutidas devem ser divulgadas com, pelo menos, 48 horas de antecedência. Já os dirigentes da entidade garantem que a ação foi totalmente legal.

Fonte: dn

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