Chega ao fim cobrança de pedágio na ponte do Rio Ceará

A taxa funcionou durante 16 anos, entre Fortaleza e Caucaia. A partir de agora, ponte sobre o rio Ceará será mantida pela Prefeitura da Capital

De nada mais servem os 12 letreiros em vermelho e branco fixados ao lado das cabines de vidraça escurecida logo após a ponte José Martins Rodrigues cujos dizeres alertam: “Atenção! Cancela automática. Abaixa automaticamente após passagem do veículo”. Ontem, após 16 anos de um ritmo frenético para a passagem de pelo menos 160 mil veículos/dia, as cancelas do posto de pedágio no limite entre Fortaleza e Caucaia subiram para não mais descerem. Acabou de vez a cobrança de tarifa para os condutores que utilizam a Barra do Ceará como meio de entrada e saída dos dois municípios.

 

Até 23h59min do último sábado, 30, o pedágio ainda incindia sobre veículos com placas de fora de Caucaia, onde a isenção foi instituída em fevereiro de 2009. Muitos fortalezenses que buscaram as praias do litoral oeste na manhã do Domingo de Ressurreição, porém, não sabiam da novidade.


Aproximavam-se do posto, reduziam a velocidade, chegavam a tirar o dinheiro da tarifa e só se davam conta da liberação quando ninguém respondia do lado de dentro da cabine. Aí é que reparavam na cancela de pé. Ou quando algum fiscal da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) comunicava do fim do pedágio. Ou quando algum gaiato já entendido do assunto gritava lá de trás: “booora, meu fi! Ninguém paga mais essa marmota do tempo do Juraci (Magalhães, ex-prefeito de Fortaleza morto em 2009), não! Parece que não lê jornal!”.


Com o fim da cobrança, a manutenção da ponte será feita pela Prefeitura de Fortaleza. Até então, ela recebia reparos da CHC, construtora do equipamento que explorava o pedágio desde 1997 como forma

de compensação e, de acordo com o titular da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), Samuel Dias, abriu mão de cobrar tarifas de forma amigável e sem exigir contrapartidas. A empresa poderia fazê-lo até junho.


A estimativa da Prefeitura é de R$ 2 milhões/ano serem gastos com manutenção da iluminação, asfalto, limpeza pilares de sustentação e guarda-corpos da ponte. Uma média de R$ 166 mil/mês. Tudo advindo do Tesouro Municipal. “Relatórios da empresa (CHC) indicam que ela faturava

R$ 2,5 milhões (por ano) e não era suficiente (para manter a ponte). Mas achamos que é. Se não acabasse de forma amigável, a gente ia precisar fazer uma auditoria. Mas não foi necessário”, frisou Dias.


Desmonte das cabines

Para a manhã de hoje, está previsto o início do desmonte das cabines centrais do antigo pedágio. Os trabalhos devem se estender até a próxima sexta-feira, 5, com agentes da AMC orientando o trânsito enquanto uma nova sinalização não for implantada.

 

A princípio, conforme o secretário, a ideia é firmar parcerias com as polícias Rodoviária Estadual (PRE) e Militar para transformar a estrutura num posto de fiscalização. Caso não seja possível, tudo deve ser descartado. Clamor por segurança feito por quem cruza diariamente a ponte rumo a Caucaia. “Foi a pior coisa do que o (prefeito) Roberto Cláudio fez! Os marginais vão tomar de conta disso aqui”, criticou o taxista Ailton Souza.

 

Como


ENTENDA A NOTÍCIA


Um acordo entre a Prefeitura de Fortaleza e a construtora CHC resultou na antecipação da extinção da cobrança do pedágio em três meses. A medida começou a valer à 0h de ontem e agradou boa parte dos motoristas.

 

Saiba mais

 

Em 28 de fevereiro deste ano, a Prefeitura de Fortaleza enviou projeto à Câmara de Vereadores propondo a extinção do pedágio.


As tarifas do pedágio variavam de R$ 1 (para motocicletas, motonetas e mobiletes) a R$ 12 (para caminhão com reboque e caminhão-trator com semi-reboque).

 


Somente veículos oficiais, ambulâncias e carros de corpo diplomático eram isentos da cobrança. A passagem pelo pedágio dava acesso às praias de Iparana, Pacheco, Icaraí, Tabuba, Cumbuco, Lagoa do Banana e Barra do Cauípe.

 

Os funcionários que atuavam no pedágio eram todos da CHC. A Prefeitura não soube informar o que foi feito deles. O POVO tentou falar com representantes da construtora, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento da matéria.

 

A ponte demorou dois anos para ser construída e custou R$ 17 milhões.

 

Serviço

 

Pedidos de reforço no policiamento podem ser feitos via Ciops ou Ronda do Quarteirão

Telefones: 190 ou (85) 3101 6511

 


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