Grêmio vence Botafogo na volta de Renato Gaúcho

Renato Gaúcho está de volta aos braços dos tricolores. E com vitória, do jeito que a torcida se acostumou a ver o Grêmio embalado pelo maior ídolo de sua história em solo gaúcho. O palco já não é mais o Olímpico. Agora ele foi abraçado numa moderna arena que leva o nome do clube. Como uma reverência ao treinador no dia em que ele voltou a comandar o time em Porto Alegre - estreou contra o Atlético-PR, no Paraná -, Vargas fez o que Renato sabia bem: gols. Foram dois. Seedorf, com uma pintura, diminuiu o placar para 2 a 1, em partida válida pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O tempo, porém, é outro. E Renato não ouve só gritos de incentivo, explosão de alegria e ovação. Conhecido pela fama de conquistador, terá de conviver com os elogios aos montes para sua filha Carol Portaluppi, de 19 anos, como o cartaz que dizia: “Carol, esse cara sou eu”. Ela estava lá, ao lado de familiares do técnico, acompanhando a partida do estádio.

Com a vitória, o Grêmio chegou a 12 pontos e pulou para quinto. O Botafogo, por sua vez, perdeu a liderança para o Coritiba, que venceu o clássico com o Atlético-PR, e caiu para terceiro. Enquanto o Tricolor voltará a campo no próximo sábado, contra o Criciúma, no Heriberto Hülse, os alvinegros recebem o Náutico em São Januário, no mesmo dia.

Vargas em dia de Renato Gaúcho

Foram cinco minutos nos quais o Botafogo parecia estar em casa. Na alternância tática de jogadores na frente, o volante Renato apareceu como elemento surpresa para mostrar que a festa para o Renato treinador pouco importava para os alvinegros. A finalização de primeira passou por cima do gol. Depois foi a vez de Lodeiro surgir na área adversária. Não fosse uma furada no momento do chute e uma gota de água cairia no chope tricolor.

Mas a torcida tricolor não demorou até encontrar motivos para sorrir. Alex Telles cruzou da esquerda para Vargas chutar de primeira e mostrar que, em tarde de festa para Renato, é assim que a coisa precisa funcionar.

Vargas comemora gol contra o Botafogo (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
Vargas comemora um de seus em vitória do Grêmio (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)

O problema era combinar isso tudo com Seedorf. O holandês distribuía passes com a facilidade que lhe é peculiar. No entanto, o ataque não funcionava em um primeiro tempo bem apagado de Lodeiro. Vitinho arriscava os lances em velocidade, mas faltava o toque final. Então Seedorf pegou a bola, driblou dois adversários e fez um golaço. Pior para seu ex-companheiro de Milan. O goleiro Dida agora precisa conviver com a precisão do meia.

Aí veio uma falta. Estava lá o mesmo Alex Telles, dono de uma assistência, para mandar para a área. A defesa tirou parcialmente, Werley insistiu em devolver para a área e Kleber foi na direção da bola. Mas Vargas queria angariar mais pontos com o chefe e, de novo de primeira, mostrou que em tarde de Renato, é assim que a coisa precisa funcionar. O problema é que o bandeirinha Marcelo Van Gasse havia marcado impedimento de Kleber. O árbitro Paulo Cesar Oliveira chamou a responsabilidade e validou o lance. Van Gasse disse: “Ele está certo”. Só não convenceu os alvinegros, que reclamaram muito.

Pressão do Botafogo

A chuva que caía na Arena Grêmio apertou no segundo tempo. E o chope começava a ficar com cara de aguado. O Botafogo passou a pressionar com intensidade, com posse de bola superior. A defesa segurava como era possível. Contava também com a tarde pouco inspirada de Lodeiro e Vitinho. O uruguaio errava passes fáceis e não ajudava a desenvolver as jogadas. Marcelo Mattos contribuiu. O volante perdeu um gol livre na área. Desta vez, Dida salvou. Mattos ainda levou um amarelo, e agora está suspenso para o próximo jogo. 

Oswaldo de Oliveira percebeu e tratou de tirar Vitinho e Lodeiro para a entrada de Henrique e Elias. Continuaram os cruzamentos na área, os escanteios em sequência, mas um bloqueio da zaga adversária complicava a missão do Glorioso. Bressan chegou a tirar no limite o que seria um chute de Henrique quase na pequena área. Houve reclamação ainda de uma entrada forte de Zé Roberto em Lucas, o que tirou o lateral-direito da partida - Gilberto entrou no seu lugar - e não rendeu amarelo para o experiente meia. 

A torcida ficou apreensiva. Os gritos mais altos eram ouvidos só nos momentos em que Bolívar, ex-Inter, dominava sozinho no campo defensivo. Os minutos passaram, Henrique perdeu outra boa chance. Vargas saiu para Cris reforçar a zaga. Depois de 50 minutos de segundo tempo, o árbitro encerrou a partida, para festa dos torcedores na Arena. Em tarde de Renato, é assim que a coisa precisa funcionar.

Fonte: g1


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