Marina Silva se filia ao PSB para apoiar Eduardo Campos nas eleições de 2014

Na reta final para se filiar a um partido a tempo de ser candidata em 2014, a ex-senadora Marina Silva anunciou ontem que faria parte dos quadros do PSB, partido presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Apesar das pretensões de Campos em relação a ser candidato ao Palácio do Planalto, nem ele, nem Marina quiseram confirmar ontem que ela seria a candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo governador

"Não vamos atropelar o debate do conteúdo, com a forma que o debate vai tomar em 2014", afirmou Campos ao ser perguntado se queria que Marina fosse a vice em sua chapa.

A ex-senadora, ao ser questionada sobre o mesmo tema, fez uma longa digressão sem dizer se será ou não vice. Ela voltou a afirmar que a discussão sobre as posições será feita mais à frente.

"O PSB já fez a sua discussão", disse Marina. Perguntada se ela apoiará a possível candidatura de Campos, a ex-ministra respondeu: "Você tem alguma dúvida em relação a isso?".

Marina desconversou, no entanto, sobre se sairia candidata à vice-presidência da República numa chapa encabeçada por Campos. "Tudo o que aconteceu é muito mais do que a discussão do lugar que se ocupa numa chapa", avaliou a ex-ministra.

Segundo ela, a escolha pelo PSB se deu porque a legenda comandada por Campos é a que mais "potencializa o programa" da Rede, legenda que Marina tentou criar, mas cujo registro foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral na última semana.

Adversários

Campos afirmou que até agora não falou nem com a presidente Dilma Rousseff nem com Lula, ambos do PT. Ele disse que tentou avisar Lula sobre a aliança, mas não conseguiu contato com o ex-presidente de 2003 a 2010. Campos agradeceu a entrada de Marina no PSB e ironizou os adversários.

"Aqueles que esperavam nos colocar fora do processo, e reduzir a participação da sociedade, hoje estão refazendo suas contas. Esse seu ato (Marina) é de coragem", disse Campos. Ele também afirmou que a Rede ficará mais forte. "Aqueles que pensaram que iam matar a Rede, estão vendo hoje nesse ato a Rede se agigantar", declarou.

Polarização

Campos reafirmou posição contra o que chama de falsa polarização, sem citar as últimas disputas entre PT e PSDB pela Presidência. Segundo ele, a votação de Marina em 2010 é demonstração disso. Ela ficou em segundo lugar na última disputa presidencial, com 19,6 milhões de votos.

Pré-candidato do PSB, ele também adotou o discurso que vinha sendo usado por Marina de reconstruir a política do País, colocando novos atores no cenário nacional. "Estamos quebrando uma falsa polarização que precisar ser quebrada na política brasileira", afirmou.

 


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