Sete árbitros vão para a reciclagem

Após críticas, comissão de arbitragem prepara treinos específicos e desfalca quadro na rodada do sábado.

Dentro do que foi anunciado pelo presidente da Ceaf (Comissão Estadual de Árbitros de Futebol), Milton Otaviano, sete árbitros, incluindo assistentes, foram afastados pelo menos de uma rodada do Campeonato Cearense, que acontecerá no sábado de Carnaval.

São eles: Almeida Filho, várias vezes considerado o melhor do Estado e pertencente ao quadro especial da CBF (Confederação Brasileira de Futebol); Cleuton Lima, jovem árbitro da nova safra; Paulo Marcelo, Rudson Aquino, Gentil Melo, Nailton Oliveira e Luzimar Siqueira, este último também bastante elogiado em outros anos.

A Ceaf entendeu que eles precisam passar por um aprimoramento nos pontos em que erraram em alguns jogos. Diferente do que havia sido anunciado pela Comissão anteriormente, porém, a reciclagem será realizada amanhã à noite, no Presidente Vargas. A data anterior era no sábado, mas foi antecipada por falta de um local adequado.

Críticas recentes

Dos árbitros que passarão por essa reciclagem, alguns deles trabalharam em jogos do Ferroviário. O Tubarão da Barra fez duras críticas recentemente ao quadro de árbitros locais e chegou até a cogitar abandonar o Campeonato Cearense.

Paulo Marcelo, por exemplo, apitou Icasa 1x1 Ferroviário. Almeida Filho trabalhou em dois jogos dos corais, Guarani/J 1x0 Ferroviário e Maracanã 0x1 Ferrão, mas não escapou de críticas dos dirigentes, por causa de alguns lances em que teria errado.

O que sofreu as mais recentes críticas foi Cleuton Lima, que dirigiu o espetáculo Ferroviário 2x3 Icasa, no PV. O trio de árbitros dessa partida foi acusado de não dar um pênalti para os corais e ainda validar um gol ilícito do Verdão. A reportagem do Diário do Nordeste tentou um contato com Cleuton Lima, mas ele não atendeu ao telefone celular.

Para o presidente da Ceaf, Milton Otaviano, não houve punição aos árbitros. "Eu não posso punir um árbitro dentro de um quadro que já é pequeno. Se eu for punir um profissional desses, ele vai ficar parado várias rodadas e voltar com raiva e sem ritmo. Nesse caso, a punição acaba prejudicando não só a ele, como a todos", disse.

Milton diz que o árbitro precisa ser analisado em quatro pilares principais: técnico, físico, mental e social. A psicóloga Tássia Ramos foi contratada para ajudar a arbitragem cearense.

Fonte: dn

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